31/08/11
29/08/11
27/08/11
26/08/11
Trapalhão do iatismo derruba champagne, que vira “míssil” descontrolado no pódio Ainda bem que a regata tinha acabado.
Se o iatista James Spithill domina completamente seu esporte, merece receber o prêmio maior das competições em que participa. Mas, numa próxima vez, evite presenteá-lo com um champanhe: ele definitivamente não tem domínio algum sobre a garrafa.
Acompanhe as notícias do Pan 2011 no R7

Ao abri-la para comemorar o lugar mais alto do pódio na etapa de Portugal da Copa América de Iatismo, o atleta deu literalmente um banho nos companheiros e não conseguiu controlar a enorme garrafa, que insistia em não "obeceder aos seus comandos". Virou até motivo de chacota dos colegas que dividiam com ele um espaço no encharcado palco montado.
Dificilmente, a famosa praia da Cascais presenciou tão curioso banho entre seus frequentadores.
Acompanhe as notícias do Pan 2011 no R7
Ao abri-la para comemorar o lugar mais alto do pódio na etapa de Portugal da Copa América de Iatismo, o atleta deu literalmente um banho nos companheiros e não conseguiu controlar a enorme garrafa, que insistia em não "obeceder aos seus comandos". Virou até motivo de chacota dos colegas que dividiam com ele um espaço no encharcado palco montado.
Dificilmente, a famosa praia da Cascais presenciou tão curioso banho entre seus frequentadores.
21/08/11
E vem aí a Volta ao Mundo, Volvo Ocean Race, que começou como Withbread, conheça um pouco da história da regata que separa os homens dos meninos.
| Flyer, que por muito tempo habitou meus sonhos de heroísmo. |
Tudo começou em 1969, quando Robin Knox-Johnston se tornou o primeiro a completar uma circum-navegação ao redor do planeta solo. O feito inédito impulsionou Guy Pearce e Anthony Churchill a pensarem numa competição que seguisse as principais rotas marítimas do planeta. Mas a aventura não ficou restrita apenas ao alto-mar. Encontrar potenciais competidores e patrocinadores para essa nova e arriscada jornada em alto mar não foi fácil. Contudo, Pearce e Churchill decidiram levar a proposta a Royal Naval Sailing Association – RNSA (assessora da marinha britânica para questões de vela) e em 1971, em um Pub em Portsmouth, Inglaterra, junto com o coronel Bill Whitbread e o Almirante Otto Steiner, eles fecharam um acordo e a primeira corrida ocorreu em 1973.
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| Anos 80 |
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| Tokio. |
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| Lucky na popa do primeiro vencedor da Volta ao mundo de 1973 |
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| O rei, e atual campeão: são Torben |
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| Vertigem!!!!!!!!!!! |
No dia 8 de setembro de 1973, 17 barcos e 167 marinheiros, de sete países diferentes, deixaram Portsmouth rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul. De lá, passariam ainda por Sidney (Austrália) e Rio de Janeiro (Brasil), retornando para Portsmouth. Essa primeira regata de volta ao mundo recebeu o nome de “Whitbread Round the World Race”.
Os veleiros eram os cruzeiros de mar e as tripulações eram, de uma forma geral, aventureiros que pagaram o privilégio da participação ou militares numa excitante missão de treino. Os skippers tinham experiência e eram pagos, mas o espírito era Coríntio e este era um passo rumo ao desconhecido para quase todos. O vencedor dessa aventura foi o Sayula II.
| Largada em alto estilo, anos 90. |
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| Great Britan II |
Quatro décadas depois, o desenvolvimento foi enorme. Enquanto a primeira competição em 1973 conseguiu grandes números de inscrições privadas, hoje ela é disputada por veleiros patrocinados por marcas multinacionais que investem milhões de dólares. Os veleiros são construídos de materiais usados em naves espaciais e as velocidades quantificam as melhorias: em 1973, o Pen Duick, de Eric Tabary, percorreu 305 milhas em 24 horas, um recorde para a ocasião; em 2008, o Ericsson 4 de Torben Grael, vencedor da regata, alcançou as 596,6 milhas, praticamente o dobro. As cabines, o vinho, a carne, os cozinheiros e a água fresca foram substituídos por beliches partilhados, água dessalinizada, GPS, comida em pó desidratada e barras proteicas. As tripulações são campeãs mundiais e olímpicas e apenas os jovens mais talentosos podem entrar.
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| Sayula II |
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| Grant Dalton 81-82 |
Hoje, com uma audiência televisiva global de mais de 1,3 mil milhão de telespectadores (dados da competição de 2008-2009) e o apoio de uma tecnologia de ponta que permite ligações ao vivo com os barcos e acompanhamento da prova 24 horas, a Volvo Ocean Race mostra que está definitivamente no mapa dos grandes eventos esportivos mundiais.
| Owen Parker, no Morning Cloud 4 |
| Owen Parker (centre) trimming aboard the fourth Morning Cloud with Sir Edward Heath on the helm |
LINHA DO TEMPO
1973-1974
Portsmouth – Cidade do Cabo – Sydney – Rio de Janeiro – Portsmouth
VENCEDOR: Sayula II
Portsmouth – Cidade do Cabo – Sydney – Rio de Janeiro – Portsmouth
VENCEDOR: Sayula II
1977-1978
Portsmouth – Cidade do Cabo – Auckland – Rio de Janeiro – Portsmouth
VENCEDOR: Flyer
Portsmouth – Cidade do Cabo – Auckland – Rio de Janeiro – Portsmouth
VENCEDOR: Flyer
1981-1982
Portsmouth – Cidade do Cabo – Auckland – Mar del Plata – Portsmouth
VENCEDOR: Flyer
Portsmouth – Cidade do Cabo – Auckland – Mar del Plata – Portsmouth
VENCEDOR: Flyer
1989-1990
Southampton – Punta del Este – Fremantle – Auckland – Punta del Este – Fort Lauderdale – Southampton
VENCEDOR DA DIVISÃO A: Steinlager 2
VENCEDOR DA DIVISÃO C: Equity & Law II
VENCEDOR DA DIVISÃO D: Esprit de Liberte
VENCEDOR DA DIVISÃO CRUISING: Creighton’s Naturally
Southampton – Punta del Este – Fremantle – Auckland – Punta del Este – Fort Lauderdale – Southampton
VENCEDOR DA DIVISÃO A: Steinlager 2
VENCEDOR DA DIVISÃO C: Equity & Law II
VENCEDOR DA DIVISÃO D: Esprit de Liberte
VENCEDOR DA DIVISÃO CRUISING: Creighton’s Naturally
1993-1994
Southampton – Punta del Este – Fremantle – Auckland – Punta del Este – Fort Lauderdale – Southampton
VENCEDOR MAXI: NZ Endeavour
VENCEDOR DA W60: Yamaha
Southampton – Punta del Este – Fremantle – Auckland – Punta del Este – Fort Lauderdale – Southampton
VENCEDOR MAXI: NZ Endeavour
VENCEDOR DA W60: Yamaha
1997-1998
Southampton – Cidade do Cabo – Fremantle – Sydney – Auckland – São Sebastião – Fort Lauderdale – Baltimore – La Rochelle – Southampton
VENCEDOR: EF Language
Southampton – Cidade do Cabo – Fremantle – Sydney – Auckland – São Sebastião – Fort Lauderdale – Baltimore – La Rochelle – Southampton
VENCEDOR: EF Language
2001-2002
Southampton – Cidade do Cabo – Sydney – (Hobart pit-stop) – Auckland – Rio de Janeiro – Miami – Baltimore – La Rochelle – Gotenburgo – Kiel
VENCEDOR: Illbruck
Southampton – Cidade do Cabo – Sydney – (Hobart pit-stop) – Auckland – Rio de Janeiro – Miami – Baltimore – La Rochelle – Gotenburgo – Kiel
VENCEDOR: Illbruck
2005-2006
Vigo – Cidade do Cabo – Melbourne – Wellington – Rio de Janeiro – Baltimore/Anapolis – New York – Portsmouth – Roterdã – Gotenburgo
VENCEDOR: ABN AMRO ONE
Vigo – Cidade do Cabo – Melbourne – Wellington – Rio de Janeiro – Baltimore/Anapolis – New York – Portsmouth – Roterdã – Gotenburgo
VENCEDOR: ABN AMRO ONE
2008-2009
Alicante – Cidade do Cabo – Cochin – Singapura – Qingdao – Rio de Janeiro – Boston – Galway – Marstrand – Estocolmo – St. Petersburg
VENCEDOR: Ericsson 4
Alicante – Cidade do Cabo – Cochin – Singapura – Qingdao – Rio de Janeiro – Boston – Galway – Marstrand – Estocolmo – St. Petersburg
VENCEDOR: Ericsson 4
Meeting do HPE no ICES, quarta feira dia 31!
Iremos comprar os barcos em co-propriedade, para um custo bem em conta para todos os interessados, na reunião iremos mostrar todos os detalhes da classe!!
aguardamos sua presença!!
interessados mande email para avelok@gmail.com
aguardamos sua presença!!
interessados mande email para avelok@gmail.com
Para fugir da pirataria, Regata Volta ao Mundo pega carona em navios
Pela primeira vez, os barcos serão transportados com auxílio externo e não navegarão a volta ao mundo completa

O veleiro de Abu Dabi é um dos favoritos nesta edição da Regata Volta ao Mundo. Foto: Daniel Foster/Rolex
A organização da Volvo Ocean Race, a Regata Volta ao Mundo, anunciou nesta quinta-feira uma modificação significativa no percurso da mais famosa competição de volta ao mundo a vela. Devido às ameaças de pirataria perto da costa da Somália, na África, e no Oceano Índico, os barcos nem vão mais fazer a circum-navegação completa. Pela rota original, eles partiriam da Cidade do Cabo, na África do Sul e velejariam por toda a costa oriental da África, até Abu Dabi, no Golfo Pérsico.
"Essa foi uma decisão incrivelmente difícil. Mas nós consultamos os melhores experts em logística e segurança naval e comercial e o conselho que eles nos deram não poderia ter sido mais claro: Não arrisquem", disse o CEO da regata, o norueguês Knut Frostad.
Com a nova rota, os barcos vão sair da Cidade do Cabo e velejar até um porto "secreto" (provavelmente ainda nem definido pela organização). Dali, eles serão transportados pelo mar até perto de Abu Dabi e então seguirão velejando rumo ao emirado árabe. A operação será repetida na perna seguinte: os barcos deixam Abu Dabi velejando até um porto seguro, são transportados até longe dos piratas e continuam depois a velejar rumo à próxima escala, que é Sanya, na China.
Abu Dabi e Sanya são dois portos que ficam muito longe do percurso tradicional da Regata Volta ao Mundo. Até a edição 2005-2006, quando o barco brasileiro Brasil 1 participou, os veleiros deixavam a África do Sul e seguiam direto até Austrália ou Nova Zelândia. Essa é uma rota mítica para a Vela, pois ali estão os ventos mais fortes e o mar mais desafiador que se pode encontrar dias a frio. Mas o dinheiro mudou de lado, portos no Oriente Médio, Índia e China estão mais dispostos a pagar para reveber a regata e o resultado foi que os velejadores trocaram os perigos dos icebergs pelos perigos dos piratas.
Esta será a primeira vez que a regata vai parar no Oriente Médio. Abu Dabi tem um barco competindo, um barco que acaba de quebrar o recorde da tradicionalíssima Rolex Fastnet Race, deixando para trás outros dois competidores da Volta ao Mundo, o Groupama francês e o chinês Sanya.
A Regata Volta ao Mundo 2011-2012 vai passar pelo Brasil. Os veleiros devem chegar em Itajaí, Santa Catarina, no começo de abril e ficam até dia 22, quando partem rumo a Miami.
Por Antonio Alonso às 08h36
Origens da copa América, bom de saber para ter papo na varanda!!
A origem da americas cup:America's VictorySobre a praticagem é a Copa a história é mais ou menos essa Antigamente não havia sindicatos/empresas/associ acoes de praticos. Eles trabalhavam de forma independente.Nos portos mais movimentados, eles ficavam velejando perto da barra do Porto, esperando pelos navios. Quando um navio era visto, era mais comum que mais de um barco de pratico (que ainda era à vela) corresse para pegar o serviço, criando "regatas" informais. Desta forma era importante para um prático ser um bom regateiro. Alem disto os seus veleiros tinham que ser rapidos e manobraveis. No inicio das regatas, no seculo XIX, era comum que praticos fossem contratados pelos donos de veleiros para correr regatas e os projetista de barcos de praticagem era contratados para projetar veleiros de regata. O primeiro comandante a vencer a Americas Cup, era prático do porto de Nova Iorque, assim como boa parte da tripulação dele trabalhava nos Pilot Boats nesse mesmo porto.
por Luciano Secchin.
por Luciano Secchin.
E assim começou a trajetória do nosso clube,,,
Ata de fundação ICES
Ata de fundação
"Ata de fundação de um clube esportivo como se segue: Aos seis ( 6 ) dias do mês de agosto do ano de mil novescentos e quarenta e seis ( 1946 ) , nesta cidade de à rua Sete de Setembro, onde se acha estabelecida a Casa Bancaria Peixoto & Cia Ltda, às 17 horas e 30 minutos reuniram-se os snrs. Oswaldo de Freitas Victor, Otorino Avancini, Eurico Ildebrando, Aurelio Ruschi, Olympio Brasiliense, Walter Ribeiro, Hubert Leslie Howard, Cicero Sudré, Joaquim Ribeiro Gonçalves, José Taquínio da Silva, Raul Leão Castello e Asdrubal de Resende Peixoto, afim de fundarem um club com a finalidade principal de icentivar a pratica do esporte de barco a vela. Ao projeto de estatutos apresendo foram feitas emendas e sugestões pelos presentes e foram tratadas digo e foram tomadas as seguintes deliberações:
• Considerar fundado o "Club" com a denominação de "Yatch Club do Espírito Santo";
• Designar os snrs. Oswaldo Freitas Victor, Hubert Leslie Howard e José Tarquínio da Silva para constituirem a Comissão de Organização com as seguintes atribuições.
I) dar redação definitiva aos Estatutos tendo em vista as sugestões apresentadas;
II) entrar em entendimentos com a proprietaria de terrenos na "Praia do Canto" sobre a compra de uma area para localização do "Club"e;
III) promover nova reunião afim de serem submetidas a aprovação os estatutos e em seguida eleitos os Poderes do Club,
• Desgnar ainda os snrs. Asdrubal de Resende Peixoto e Olympio Brasiliense para tomarem parte, juntamente com a Comissão Organizadora, nos entendimentos para comprar o aludido terreno para a localização do Club.
• A oita reunião aludida acima será realizada no dia 17 do mês fluente, às 15 horas, no Club Victoria, gentilmente cedido para esse fim. Lida a presente e achada conforme assinam comigo, Raul Leão Castello, que servi como secretario, todas as presentes este ano.
Vitória, 6 de agosto 1946."
"Ata de fundação de um clube esportivo como se segue: Aos seis ( 6 ) dias do mês de agosto do ano de mil novescentos e quarenta e seis ( 1946 ) , nesta cidade de à rua Sete de Setembro, onde se acha estabelecida a Casa Bancaria Peixoto & Cia Ltda, às 17 horas e 30 minutos reuniram-se os snrs. Oswaldo de Freitas Victor, Otorino Avancini, Eurico Ildebrando, Aurelio Ruschi, Olympio Brasiliense, Walter Ribeiro, Hubert Leslie Howard, Cicero Sudré, Joaquim Ribeiro Gonçalves, José Taquínio da Silva, Raul Leão Castello e Asdrubal de Resende Peixoto, afim de fundarem um club com a finalidade principal de icentivar a pratica do esporte de barco a vela. Ao projeto de estatutos apresendo foram feitas emendas e sugestões pelos presentes e foram tratadas digo e foram tomadas as seguintes deliberações:
• Considerar fundado o "Club" com a denominação de "Yatch Club do Espírito Santo";
• Designar os snrs. Oswaldo Freitas Victor, Hubert Leslie Howard e José Tarquínio da Silva para constituirem a Comissão de Organização com as seguintes atribuições.
I) dar redação definitiva aos Estatutos tendo em vista as sugestões apresentadas;
II) entrar em entendimentos com a proprietaria de terrenos na "Praia do Canto" sobre a compra de uma area para localização do "Club"e;
III) promover nova reunião afim de serem submetidas a aprovação os estatutos e em seguida eleitos os Poderes do Club,
• Desgnar ainda os snrs. Asdrubal de Resende Peixoto e Olympio Brasiliense para tomarem parte, juntamente com a Comissão Organizadora, nos entendimentos para comprar o aludido terreno para a localização do Club.
• A oita reunião aludida acima será realizada no dia 17 do mês fluente, às 15 horas, no Club Victoria, gentilmente cedido para esse fim. Lida a presente e achada conforme assinam comigo, Raul Leão Castello, que servi como secretario, todas as presentes este ano.
Vitória, 6 de agosto 1946."
19/08/11
17/08/11
A verdadeira combinação: barba, cabelo e bigode (e cavanhaque, costeleta...)
Fonte: Blog sobre as aguas, uol.
O Snipe é um barco panamericano que tem uma enorme tradição nas Américas. Foi ele que deu ao Brasil nosso primeiro título mundial na vela, com os irmãos Erik e Axel Schmidt, tios dos irmãos Grael e tri-campeões do mundo entre 61 e 63. Os brasileiros comprovaram este ano que não perderam a mão e ocuparam todos os lugares do pódio na Dinamarca. Nenhum país havia conseguido esse feito na história até agora. Como se não bastasse, duas duplas da Bahia ficaram em sexto e oitavo lugares e os irmãos Felipe e Victor Sabino, do Rio, terminaram em terceiro na categoria Junior do Mundial.
Alexandre Tinoco e Gabriel Borges, do Rio, venceram por antecipação, nem correram a última regata e ainda assim terminaram com oito pontos a menos que os vice-campeões gaúchos Xandi Paradeda e Gabriel Kieling. O bronze também foi para o Rio, com Bruno Bethlen e Dante Bianchi, que terminaram com vinte pontos a mais que o campeão.
Brasileiros Top 10 no Mundial de Snipe da Dinamarca:
1º- Alexandre Tinoco e Gabriel Borges –4º-3º-(31º)-2º-7º-2º-2º-5º-(60º)=25
2º- Xandi Paradeda e Gabriel Kieling –3º-(35º)-7º-9º-5º-(11º)-6º-2º-1º=33
3º- Bruno Bethlen e Dante Bianchi –10º-(19º)-12º-1º-16º-(60º-DNC)-3º-1º-2º=45
6º- Mateus Tavares e Daniel Seixas –8º-7º-14º-10º-(60º-OCS)-9º-8º-3º-16º=59
8º- Mario Urban e Rafael Sapucaia –6º-11º-1º-11º-24º-(52º-D)-30º-8º-6º=67
2º- Xandi Paradeda e Gabriel Kieling –3º-(35º)-7º-9º-5º-(11º)-6º-2º-1º=33
3º- Bruno Bethlen e Dante Bianchi –10º-(19º)-12º-1º-16º-(60º-DNC)-3º-1º-2º=45
6º- Mateus Tavares e Daniel Seixas –8º-7º-14º-10º-(60º-OCS)-9º-8º-3º-16º=59
8º- Mario Urban e Rafael Sapucaia –6º-11º-1º-11º-24º-(52º-D)-30º-8º-6º=67
15/08/11
A cronica da despedida e da carne seca!!
Prezados amigos, nautas e amantes da vela e plantão, antes de tudo, mais uma vez desculpas pelos erros de digitação( continuo com PC meia bomba), agora mesmo, tarde da noite estamos aqui aboletados neste domingo paternal, o primeiro sem abraçar meu amado pai que deu o bordo a exatos 60 dias, operando ainda na oficina improvisada montada na casa da sogra enquanto a famigerada reforma do novo apartamento se arrasta por cinco meses e deve demorar algo mais ainda ,que nos trás uma carga de dor de cabeça inimaginável, pior que contra vento rumo ao cabo horn com vento forca oito, e com as adricas e escotas encaralhadas .
Mas nem tudo na vida são flores, e neste mês dedicado a Winston Churchill ( em nossa empresa onde ganhamos os dracmas do dia a dia e que também é nossa patrocinadora), entonces recorro ao célebre boêmio da terra da rainha para iniciar meu trololó com alguma filosofia para reflexão dos amigos iatistas:
E assim sendo vamos já a narrativa da terceira etapa do campeonato estadual da classe oceano do I.C.E.S, realizado em três etapas, ao longo de quatro meses.
Na primeira etapa fuzilamos os adversários e vencemos as duas regatas, na segunda idem , mas fomos derrubados pela alteração da regra da RGS, que atolou o Phantom na berlinda, e que por isto tivemos uma correção no tempo e no rating a partir da segunda etapa e assim sendo, ficamos com uma vitoria e uma derrota para o barco arqui rival de nosso “”scratchman””ou escrete mesmo, como o cristão preferir.
Somados os resultados da série de seis regatas, tínhamos três vitorias e uma derrota, teríamos ainda que vencer mais uma regata para sermos os campeões, pois se desse empate os rivais ficariam com o troféu pelo
critério de desempate.
Mas... isto foi somente de acordo com os dirigentes da classe RGS, o que foi feito contrariando assim as regras da ISAF em face à alteração de nosso rating no meio de “”uma serie única divida em etapas e com um aviso de regata único”,( onde seriamos já campeões antecipados) o que tive atestação da verdade absoluta após consulta a especialistas de todo o Brasil, mas como este negócio da classe mudar nosso rating no meio do campeonato , e da arbitrariedade do ano de projeto atribuído ao nosso barco pela classe, somada a decisão também da classe as vésperas da semana de vela em alterar a regra e nos “cimentar”, isto tudo encheu por demais o meu saco, além de tê-lo também o torrado, e resolvi tomar algumas decisões defintivas que compartilho com os amantes do desporto vélico, pois deste jeito já fica
complicado até de se divertir.
complicado até de se divertir.
1- Deixar esta polemica para lá, ligar a tecla hoda-se. (Mesmo tendo todos os elementos de contestação em mãos, ano projeto, decisão da isaf, etc. pois o lance virou babaquice e neguinho por estas bandas meio que pirou nesta parada e virou inimigo, e isto não é esporte e não vou entrar neste onda errada.)
2- Ganhar na água e na raça, mesmo com tudo jogando contra.
3- Abandonarmos a classe RGS na ultima etapa do estadual e migramos para a ORC a fim de termos disputas em níveis mais elevados.
4- Montar uma flotilha de HPE aqui em vitoria e sair para participar dos mega eventos do grand slam , em uma classe one design.
Bom, chega de Jeb Jeb e vamos ao Match:
O fim de semana prometia, a turma tava nos cascos! Apesar de termos dado uma folga nos treinos assíduos, a semana de vela de Ilhabela foi um treino e tanto para nosso time, afinal foram horas e horas de regatas, e de lá para cá fizemos apenas três treinos, sendo um magnífico velejo de toco de vento sul com muito surf de balão realizado na quarta feira a noite na véspera do fim de semana das regatas finais do certamen de 2011.
Ainda na quarta a noite estávamos quase todos reunidos em comunhão a bordo, trazendo até um convidado, o João Luiz do Banco do Brasil, aí o meu telefone toca:
“”-avelok, fudeu!! Não vou poder participar da regata de sábado!””
Era o Lucky com sua característica vozeraça nos dando a péssima noticia( mas por justa causa), de que não viria na regata nem no treino !
A isto se somou a ‘baixa”do Léo que fora para Europa passear com seus pais, e ao Luiz Henrique que apesar de jovem apresentava problemas nas ”cadeiras””.
Apesar das baixas , o corpo da equipe estava inteiro, Julinho na proa, Marcos na secretaria, Fabiano no traveller e balão , eu no leme, teríamos como em todas as etapas anteriores( olha a catequese aí galera!! este já caiu na panela!!) um convidado a bordo na regata: o novato Cícero ( gente da melhor qualidade), então teríamos que arranjar pelo menos mais um para ajudar. Chamamos prontamente( que também prontamente aceitou) o Marcelão dos correios que treinara e correra conosco para a campanha da Búzios Sailig Week, um amigo do peito, gente da melhor qualidade, e para fechar , o nosso mascote Bruninho meio kilo, que no píer não fica enquanto eu tiver barco e ainda puder velejar, mesmo que velejemos em estilo nau cubana!!
Sábado acordo com o despertador as 07h50min, cansado e sonolento devido a festa de aniversário que fomos na sexta, acordo Dudu para ir para escolinha de vela( mais sonolento ainda), tomamos um café rápido e chego ao clube as 08h45min, onde o Marcos ( com seu filho Felipe, também na escolinha), e o Cícero nos aguardavam.
O barco estava 100% pronto, era só montar as velas e sair a velejar, então ficamos por ali esperando o resto do grupo chegar, gastando tempo , papeando na garagem de monotipos , depois nos aboletamos na varanda para um Expresso num animado bate papo, onde acabou se juntando a tripulação o meu xará Renato Barroso, campeão estadual de optimist em 1973 e 1974, tripulante do Due Amicci, surfista e esportista de ponta , alem se ser um cidadão de primeira linha.
As onze da manha e dado o tiro de uma hora, maré seca, vento péssimo, e a gente sai para dar aquele bordinho warm-up, com uma sessão de cambadas e uma balonada antes da regata para afinarmos os
detalhes.
O vento estava péssimo uns seis nos, de norte, com rajadas curtas,fortes e imprecisas, rondando quase que 20 graus, horrível para velejar, a CR percebe e sobe a recon, mas que pouco adiantou para termos uma regata de nível bom, pois nestas condições o fator sorte( principalmente para quem esta atrás conta muito).
12h30min largamos, com uma excelente vantagem sobre nosso adversário que dormiu no ponto na hora da largada, e assim fomos sentando o bambu.
Bordo de terra na primeira perna, eles foram por cima e se deram mais mal ainda, o vento naquela, rajada vai, rajada vem , rondada vai rondada vem , e nada do NE se firmar. Chegamos na marca de barla com boa vantagem , e na empopada já tivemos o primeiro susto, o vento literalmente acabou a 150 m da bóia e ficamos sem rumo, baixamos o balão e demos três bordos de través para montar a bóia, eles aí se aproximaram mas montamos a bóia com 01h30min segundo de vantagem.
Era só manter que a gente levaria o campeonato já na primeira regata, mas a lei de Murphy e soda!
Montamos a bóia e Fabiano por teimosia não concordou em darmos o bordo de terra novamente, definiu que iríamos marcar os rivais, um erro caríssimo , assinamos ali um cheque( pequeno, mas ao portador), e assim fomos rumo a marca de barla.
Faltando uns 500 m para a bóia , os adversários já se aproximaram bastante, mas ainda dava para a gente, foi quando a merda toda aconteceu:
O vento rondou para nordeste, eles cambaram para terra bem antes da gente, e nos chegamos juntos na bóia, o Phantom de través e eles de contravento, perdendo ai toda nossa vantagem , ainda para piorar, na montagem de bóia eles pegaram uma rajada particular e nos atropelaram e para desgraçar tudo a gente ainda ficou preso no cabo da bóia por 30 segundos, ferrou-se!
O barco se safou do cabo sozinho( graças a Deus) e fomos nós em direção da marca da chegada, o Phantom pelo bordo de cima( numa manobra suicida) e o rival por baixo, chegamos na linha praticamente juntos, a gente atrás, e o moral detonado.
No memento que cruzamos a linha , no exato momento o vento entra com tudo, toco de NE, putz pensei! Esta regata foi uma provação!!
Não havia mais nada a fazer, assim nos recompomos, e tratamos de nos concentrar para o segundo e ultimo páreo do dia , falamos dos erros, definimos a estratégia e ficamos dando uns bordos enquanto o pessoal da cruiser e da bico de proa ainda descia a ultima perna da regata.
-Agora tem vento!! Falei com a tripula.
-E com vento a banda vai tocar diferente! Completei.
Alinhamos-nos para a segunda largada, e partimos a barla do barco rival , teríamos uma grande largada, mas a escolta da genoa folgou, perdemos alí preciosismos segundos, mesmo assim largamos coladinho mas sem vento sujo, e se andássemos bem passaríamos eles, mas como o Scheaffer 31 é mais lento que o Delta 32, eles foram abrindo lentamente da gente mesmo matando o barco , e não nos restou outra alternativa senão cambar para sair do back , mesmo indo para o bordo ruim.
Abrimos um pouco e voltamos para o bordo de terra, eles ainda na frente, mas colados colados, com a adrenalina a mil e o coração na boca, no ultimo bordo a gente iria vir com direito e eles teriam que cambar, mas aconteceu outro erro nosso numa cambada mal dada e perdemos a chance de novo, assim chegamos na marca de barla atrás deles, e vendo ali talvez o campeonato nos escapar por entre os dedos.
Mas a concentração era total e como diz o ditado que:"- só termina quando acabar."
Balão pra cima rapidinho e vamos sentar o cacete e botar o fantasma para andar, pois alem disto eles podem também cometer algum erro e se darem mal, até por que treinam pouco e o time deles estava todo misturado com gente experiente, mas nova no barco, neste ponto a gente tinha vantagem.
Balão pra cima rapidinho e vamos sentar o cacete e botar o fantasma para andar, pois alem disto eles podem também cometer algum erro e se darem mal, até por que treinam pouco e o time deles estava todo misturado com gente experiente, mas nova no barco, neste ponto a gente tinha vantagem.
Como em toda situação crítica temos que pensar nos fatores que temos no cenário, desta feita não foi diferente, e eu estava confiante que iríamos ganhar esta regata na raça e de virada.
Abrimos um pouco dos rivais na perna rumo ao marco de sota, e ao montarmos a bóia eles se enrolaram e a gente abriu ali uma boa boca.
Entramos no contravento na frente, uns 30 segundos na frente, e desta vez não cometemos os mesmos erros da primeira regata, fomos marcando até a bóia de barla, o que foi um sufoco danado, pois o barco deles anda mais que o nosso, e a gente mesmo assim manteve a proa.
Finalmente montamos a ultima bóia, agora era só descer surfando de balão naquele toco de vento rumo a linha de chegada, a gente já vinha com uma proa boa, ia dar pra gente, mesmo que apertado, pois temos que pagar para eles ( acho que 16 segundos hora), mas a turma do Phantom estava a fim de mostrar que sabe velejar em mar ventado: montou o balão e o manejou com uma maestria que me fez sentir orgulhoso, e para nosso deleite os adversários de novo perderam tempo com o balão.
Fabiano estava impossível , falando mais que o usual, faz isto, faz aquilo, etc..e o barco voando.. e ele falando...
Aí ele falou para a galera:
-Marcelão , abre mais o pau de spy, Marcos! solta o barbe-hole!!
Neste ínterim, a 300 metros da bóia, numa regata com final cardíaco , eu falo com toda a propriedade do comando para todo o scrathman:
-Ninguém mexe em nada! Vamos pra a chegada e ponto final!!
A gente já tava na frente era só chegar, imagina cometer um erro a 100/200 mts da chegada e entregar tudo de bandeja!!
Enfim, cruzamos a linha numa planada sensacional , num vento de uns 18/20 nós, comemorando muito, todos se abraçando uma comoção geral, vibramos para valer!!
Este foi merecido, e no estilo Fantasma de velejar, ganhamos na água, contra todas as forças contrárias!!
Ficamos um tempão bordo depois da regata, já atracados no píer do clube a bebericar umas copas e conversar, num prazer de missão cumprida e dever realizado , todos muito felizes celebrando a vida, o sweepstake estava preparado no bar da sede histórica do clube( anexo a piscina) e lá passamos o resto da tarde a celebrar e curtir a vitória, onde o comandante rival numa atitude cavelheiresca veio nos parabenizar, este sim é o espírito da vela!
Assim nos despedimos da RGS, sem mais delongas ou falsa modéstia, e a fizemos por cima da carne seca!!, Faturando na raça o HEXA campeonato estadual, dando também o troco na derrota da semana de Búzios.
Um beijo e um queijo, boa semana e bons ventos a todos!!! Foi bom enquanto durou!!
Um beijo e um queijo, boa semana e bons ventos a todos!!! Foi bom enquanto durou!!
Breve teremos a primeira reunião da apresentação da implantação da HPE 25 no nosso clube, fique antenado e compareça, mandaremos os convites com a data , local e horário ainda esta semana!
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Avelok
- Renato Avelar
- vitoria, ES, Brazil
- Renato Avelok Avelar- Vitória ES-Brazil Empresário e Velejador www.avelok.com.br www.locamaxx.com.br





































